
Mais uma vez o Amazonas corre risco de outro colapso na área da Saúde. O fornecimento de oxigênio, que havia começado a se normalizar, faltou novamente. Com a alta demanda de cilindros diariamente, há risco de desabastecimento. De acordo com a White Martins, única produtora de oxigênio no estado, a empresa atingiu por cinco dias consecutivos seu limite máximo de produção, mesmo aumentando o dobro de sua capacidade.
Falta de oxigênio volta a se repetir
No dia 14 de janeiro os hospitais sofreram um colapso e muitos pacientes faleceram sem ar. Com a crise, o Amazonas recebeu vários carregamentos de oxigênio enviados pelo governo federal e por doações combinadas pelas redes sociais. Contudo, o caso volta a se repetir.
“Em paralelo, é imprescindível que as autoridades de Saúde mantenham o monitoramento constante da sua demanda no Amazonas, para que seja definido um plano de atendimento emergencial”, disse a empresa White Martins em nota.
Governo do Amazonas diz que depende do apoio das Forças Armadas
Procurado para entrevistas, o governo do Amazonas declarou que espera pelo apoio das Forças Armadas para transportar o oxigênio não só da White Martins como de outras empresas e doações para Manaus. “O governo do Amazonas também requisitou a produção de outras duas empresas locais que produzem oxigênio e que são de menor porte comparado à multinacional White Martins.”
Vacinação no Amazonas pode ser suspensa
Jaiza Fraxe, juíza federal do Amazonas, determinou que o governo do estado suspenda a entrega das vacinas de Oxford/AstraZeneca que chegaram para Manaus. O motivo é a falta de transparência na vacinação, segundo ela, exigindo que seja arquitetado um plano de listagem diária de vacinados, o que não tem acontecido.
A juíza quer evitar que pessoas furem a fila, para que apenas os prioritários sejam vacinados primeiro. Contudo, o responsável pela Defensoria Especializada em Atendimento de Interesse Coletivo, Rafael Barbosa, diz que não concorda com a suspensão da vacinação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.