
O grupamento de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura encerrou bem o primeiro ano da pandemia da Covid-19. A saber, o grupamento gerou 329 mil empregos em 12 meses, na comparação entre o primeiro trimestre de 2020 e o mesmo período de 2021.
No entanto, o grupamento de agricultura foi o único a ter aumento de pessoas ocupadas no período. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), outros sete grupamentos perderam vagas na pandemia.
Em números absolutos, o grupamento mais atingido foi o de comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas. Em resumo, estes setores registraram uma forte queda de 9,4%, o que representa 1,6 milhão de pessoas ocupadas a menos nos setores.
O grupamento de alojamento e alimentação também teve uma perda expressiva no período (-1,4 milhão de pessoas). Aliás, no comparativo percentual, o grupamento foi o que mais sofreu, com uma perda de 26,1% das pessoas ocupadas entre 2020 e 2021.
Vale destacar que este grupamento sofreu mais que os outros devido às medidas restritivas de circulação de pessoas. Em suma, os governos estimularam o distanciamento social, bem como limitaram a quantidade de passageiros em aviões e ônibus.
Como o medo da contaminação ficou bastante elevado em diversos períodos do ano passado e no começo deste ano, o setor não viu outra alternativa a não ser eliminar vagas. E isso aconteceu porque o movimento em restaurantes, bares, hotéis e pousadas caiu vertiginosamente.
Outros cinco grupamentos também perderam vagas
Além destes dois grupamentos, o de serviços domésticos também perdeu mais de 1 milhão de pessoas ocupadas. Com um tombo de 17,3%, o Brasil registrou 1,04 milhão de pessoas ocupadas a menos no setor de serviços domésticos.
Mais uma vez, o medo da contaminação fez diversos empregadores demitirem os seus funcionários e provocar essa queda expressiva de empregos no setor. Outros serviços (-18,6%, ou menos 917 mil pessoas) e indústria geral (-7,7%, ou menos 914 mil pessoas) também tiveram grandes perdas.
Com isso, os grupamentos que registraram quedas menos intensas do número de pessoas ocupadas foram: transporte, armazenagem e correio (-11,1%, ou menos 542 mil pessoas) e construção (-5,7%, ou menos 361 mil pessoas).
Por fim, houve estabilidade nas taxas dos grupamentos de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas e de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais.








